05|04|2007 - Gás Natural em Veiculos

O gás natural veicular (GMV) é uma mistura de gases (hidrocarbonetos leves e gases inertes) com 90% de metano, é indicado como gás não tóxico. O gás natural é extraído e enviado por um gasoduto as unidades para que seja retirada as frações condensáveis e mais pesados do gás. Para que o gás fique seco, limpo e extremamente leve em relação ao ar, retira-se a gasolina natural e o GLP (gás liqüefeito do petróleo - gás de cozinha).

Países como EUA, Canadá, Áustria, Argentina, Itália, Rússia, Austrália e países europeus já se utilizam deste produto. No Brasil ele surgiu por volta dos anos 80 como fonte energética alternativa.

Para apoiar esta iniciativa o governo em 1991 assinou a autorização de liberação do uso do gás natural para taxistas e mais tarde para frotas de empresas particulares, mas o programa conta na sua maioria com a iniciativa privada. Tendo em vista a boa qualidade que o GNV, a preservação ecológica devido ao seu pouco grau de poluição e o atrativo preço, hoje o Brasil e o mundo colaboram para que o crescimento desta fonte alternativa continue em ritmo acelerado.

O GNV é reconhecido como o gás natural mais seguro do que qualquer outro combustível, pois é mais leve e em caso de vazamento ele se dispersa mais rápido na atmosfera, diminuindo risco de explosão. Somente se aquecido a uma temperatura superior à 620ºC ele inflamará. O sistema possui válvulas de segurança que se houver rompimento na tubulação se fecham e possui esquema de exaustão caso ocorra vazamento.

O armazenamento do GNV é feito em cilindros de aço reforçado, que resiste a choques. Quando realizado ensaio de balistria o cilindro resistiu as armas como revólver calibre 38, pistola 9mm com projeteis de chumbo e fuzil automático leve com projetil de aço, nesta ultima arma houve penetração do projetil, o cilindro despressurizou, porém não explodiu e não houve qualquer principio de combustão após a penetração.

É pelo tamanho do cilindro que se determina a autonomia do veículo.O GNV não causa corrosão e deposito de carvão dentro das câmaras de combustão por ser isento de aditivos. A vida do motor se beneficia das propriedades de lubrificação do óleo do motor que ficam ativas por muito tempo.

O GNV chega em seu 1º estágio (alta pressão) a partir dos cilindros, onde a pressão sofre redução de até 1,3 bar aproximadamente e é no 2º estágio que ele atinge a pressão exigida pelo motor. Entre os dois estágios existe um trocador de calor que assegura a quantidade de calor necessário para a operação. No motor, através do mesclador que funciona como carburador e absorve o GNV para o processo.

Todos os tipos de motores podem utilizar o GNV, basta apenas a instalação do Kit de conversão de gás, Há uma pequena perda de potência, entretanto um equipamento de avanço quando instalado no ato da conversão ou até mais tarde, recupere toda a potência.

1. Faça as trocas de velas, cabos e filtros de ar o que também podem apresentar melhoras;
2. A manutenção torna-se imprescindível e é a mesma utilizada no veículo original.

É sempre recomendado a empresa a empresa autorizada em converter seja credenciada pelo Inmetro. As empresas autorizados são fiscalizadas e licenciadas, e por isso oferecem mais segurança e são mais confiáveis, em alguns casos o proprietário será orientado a trocar as molas pois o cilindro pesa em media 70Kg e é instalado na parte traseira do veículo. No mercado já existem molas próprias para o uso do gás natural veicular. Evite empresas clandestinas, o risco é muito grande.

O proprietário poderá receber uma multa, por não se dirigir ao Departamento Nacional de Trânsito local, logo após conversão, para pagar e efetuar a alteração da documentação do veículo que passará a constar os dois combustíveis, o original e o gás natural. A não regularização deste documento implicará em multa de 350 UFIR.

É através do Inmetro, após uma vistoria o veículo, onde o Kit de Conversão e os demais equipamentos obrigatórios do veículo, estejando de acordo como previsto na Lei, receberão um selo que será colocado no vidro frontal para se poder abastecer nos postos e circular pelo país, aumentando a segurança e eliminando as conversões de "fundo de Quintal". Para maiores informações procurar a ABNT, o Inmetro e a Legislação onde poderão obter maiores esclarecimentos sobre a portaria vigente.



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