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Ao
anúncio do lançamento do primeiro carro
brasileiro da General Motors do Brasil, feito "em
memorável reunião com a imprensa, rádio
e TV, no dia 23 de novembro de 1966, no Clube Atlético
Paulistano", seguiram-se dois longos anos de expectativas
no mercado.
Antes do lançamento, os protótipos do Opala
percorreram, ao todo, mais de 500 mil quilômetros,
equivalente a 16 viagens de São Paulo ao Alasca,
testando não só a resistência e durabilidade
dos componentes, como o veículo como um todo. |
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O
Vl Salão do Automóvel, realizado entre os
dias 23 de novembro e 8 de dezembro de 1968, foi a vitrine
escolhida pela GMB para desvendar seu produto. Num palco
giratório, montado em um estande com 1.500 m²,
o Opala "dominava os olhares", conforme noticiava
a imprensa da época.
O programa de lançamento do Opala foi um dos mais
completos da época. Além do cuidado com
sua apresentação para o público no
Salão do Automóvel, a GM apresentou o carro
à imprensa do País, reuniu todos os concessionários
e preparou duas grandes festas de confraternização
para seus empregados nas fábricas de São
Caetano do Sul e São José dos Campos. |
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O
Opala quatro cilindros, luxo, recebeu, em 1970, o troféu
"carro mais perfeito do ano" - instituído
pelo programa "Carro é Notícia"
da TV Rio, Canal 13.
O Carro foi testado por mais de oito meses pelos jurados
e concorreu com 15 outros modelos nacionais.
"Sinto muito, mas não achei nada errado."
Observação do presidente da General Motors
do Brasil, J. F. Waters, no relatório de teste
do veículo, coordenado pela auditagem de qualidade. |
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Especial,
De Luxo, Gran Luxo e SS - Super Star foram os modelos
lançados na linha 72 do Opala, nas versões
sedan 4 portas e coupé fast-back.
Com motores de 4 e 6 cilindros, freios a disco e câmbio
de 3 marchas sincronizadas (4 marchas sincronizadas como
opcional) a linha 72 surpreendeu o mercado. |
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Crescendo
quase em progressão geométrica, em 3 de
agosto de 1970 já está sendo fabricado o
Opala número 50.000.
Quatro anos depois, em 1974, já são 300.000
os Opalas Produzidos.
Mais quatro anos, em 1978, e atinge-se a marca de 500.000
Opalas. Neste ano a novidade ficou pelo exclusivo acabamento
na cor vinho para a versão De Luxo. |
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Mudanças
que conferiram aos novos modelos características
mais modernas e elegantes foram as grandes novidades da
linha Chevrolet 80. O Opala teve a frente, a traseira,
o capô, as grades, faróis, lanternas, pára-choque
e pára-lama reestilizados, e passou a ser apresentado
nas versões Comodoro e SS.
Já na linha Opala Caravan, a principal inovação
foi o novo desenho da lanterna traseira, agora acompanhando
o contorno da terceira porta. |
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O
aperfeiçoamento dos ítens de conforto e
segurança do Opala foram a preocupação
da GM ao longo dos anos. Na linha 87, tranqüilamente
consolidado em sua faixa de mercado, o Opala foi lançado
com um novo revestimento interno, porta-pacotes acarpetado,
interior em tons grafite e tabaco, e nova moldura lateral
externa. |
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Para
a linha 92 a GM ainda reservou inovações.
Ao espaço, luxo e conforto dos veículos,
além da potência e durabilidade do motor
Chevrolet, que há tanto tempo vinha conquistando
cada vez mais consumidores, veio se somar ainda o conforto
da transmissão manual de 5 velocidades overdrive
para o motor de 6 cilindros.
A linha Opala da Chevrolet, a primeira linha de veículos
de passeio da GM do Brasil, esteve no mercado durante
23 anos. Do primeiro Opala a sair de fábrica, com
sua cara hoje tão antiga, ao clássico Opala
Diplomata, muita história se passou.
Em abril de 1992 a GM comemora a fabricação
de um milhão de Opalas e anuncia o fim da sua produção
no País. |
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Ao
longo dos últimos 14 anos, mais de 200 provas de
Stock-car, 1.000 milhas de interlagos, 24 Horas de Interlagos,
entre outras, provaram a resistência, esportividade
e, principalmente, o desenpenho dos motores 6 cilindros
do Opala. À gasolina, primeiro, e depois, numa
inovação do automobilismo nacional, à
álcool, fizeram muitos campeões - que construíram
sua carreira aqui ou que se lançaram a vôos
mais altos e conquistaram o reconhecimento também
no exterior. |
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Desde
1971, dois anos depois de seu lançamento, a General
Motors sentiu o interesse das equipes de automobilismo
em correr com o Opala, que com o motor de 6 cilindros
era um dos mais possantes de mercado e, de uma maneira
ou outra, incentivou a participação de seus
veículos em provas competitivas.
No início, o Opala foi destaque na Categoria Turismo.
Logo participava também nas 1.000 milhas de Interlagos,
nas 24 Horas de Interlagos, e, desde 1978, em diversas
provas de Stock-cars - em que modelos básicos são
adaptados para correr. |
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Sob
o regulamento bastante rígido do Campeonato Brasileiro
de Stock-car, por exemplo, dez provas eram realizadas
por ano nos autódromos de Interlagos, em São
Paulo, Jacarepaguá, no Rio de janeiro, Nelson Piquet,
em Brasília, Tarumã, no Rio Grande do Sul,
e em Cascavel, no Paraná. A performance e a velocidade
dos carros eram postas à prova a cada corrida,
trazendo sempre algum benefício.
Num trabalho conjunto entre a Engenharia Experimental
da GM e as equipes de corrida, o preparo dos carros para
as pistas foi somando muitas inovações para
os modelos de linha ao longo dos anos.
Como, por exemplo, o motor 4.1 S, que tem seu alto desempenho
garantido pela atuação desmedida e apaixonada
dos pilotos de corrida. |
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Fonte:
Revista Panorama, Ano 30, nº 5, maio 92. |
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Em
1966 a GM lança o projeto do primeiro carro brasileiro
com a marca Chevrolet, "OPALA". O nome é
dado pela fusão de dois produtos da GM no exterior
(Opel e Impala).
Após
dois anos de expectativa, o Chevrolet Opala é finalmente
apresentado ao público brasileiro, no Salão
do Automóvel em 1968, precisamente aos vinte dias
do mês de novembro. Ele chega em quatro versões,
todos quatro portas - Opala com 4 e 6 cilindros e Opala
De Luxo também 4 e 6 cilindros, todos excepcionalmente
confortáveis para seis pessoas, bancos dianteiros
inteiriços, câmbio de três velocidades
à frente com alavanca na coluna de direção,
painel com poucos instrumentos, amplo porta malas e boa
dirigibilidade.
Ambas
as versões do Opala possuíam mecânica
convencional. O motor refrigerado a água, com válvulas
na cabeça e comando no bloco. O modelo 6 cilindros
era um dos veículos nacionais mais veloz devido a
relação peso/potência e de maior aceleração
(0 a 100 em 13,3 s). Dois anos depois (1970), a linha
Opala começa a se diversificar - é lançada
a versão Opala SS (Separetd Seats ou Assentos Separados)
e Opala Gran Luxo com motores mais potentes.
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O
Opala SS possuía o câmbio de quatro marchas com
alavanca no assoalho e faixas pretas, tornando-o mais esportivo. |
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No
ano de 1971 surge o Opala cupê, não possuia
colunas laterais, o teto puxado para trás e perfil
alongado, assim representava uma imagem mais esportiva,
de carros compactos. Em seguida desapareceu a versão
SS quatro portas, pois pelo aspecto esportivo era favorável
sua apresentação em duas portas.
Como
opção permanente era oferecido dois tipos
de caixa de mudanças: Três velocidades e alavanca
na direção, ou quatro velocidades e alavanca
no assoalho, onde a segunda opção oferecia
maior agilidade, economia de combustível e melhor
desempenho, especialmente para os modelos quatro cilindros.
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Foi em 1973 que toda linha Opala sofre as primeiras
modificações. A que obteve maior resultado
foi a da mecânica do 4 cilindros: aumentou-se
o diâmetro dos cilindros e reduziu o curso dos
pistões. Esse motor recebeu o nome de 151 e apesar
da pequena alteração da cilindrada (2474cc),
houve um considerável aumento de potência.
Também foi introduzido o sistema de transmissão
automática, sendo opcional para 6 cilindros,
e em 1974 se estendia para os veículos 4 cilindros. |
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Somente
em 1975, o Chevrolet Opala sofre a maior modificação
no seu estilo, foram redesenhadas as partes traseiras e
dianteiras. O capô recebeu um ressalto central e,
para maior segurança, redondos encaixavam-se em molduras
quadradas; as lanternas dianteiras foram instaladas na ponta
dos pára-lamas; a grade dianteira, pintada em preto
fosco, agora apresentava dois frisos horizontais. Instalados
na parte traseira, quatro lanternas redondas, as duas internas
funcionavam apenas como refletores e seu centro branco como
luz de ré. A parte interior também sofreu
modificações estilísticas.
A
Família continuava a crescer: a perua Caravan chegava
ao mercado em 1975. Um
projeto iniciado em 1971, apresentado em uma única
versão 4 cilindros, a perua Caravan, podia receber
opcionais como motor 6 cilindros, transmissão automática,
câmbio três ou quatro marchas, direção
hidráulica ou outros, à escolha do comprador.
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Caravan
Station Wagon com motor de quatro ou seis cilindros
e transmissão automática opcional. |
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Lançou-se
simultaneamente, nas versões cupê e quatro portas,
o Chevrolet Comodoro que substituiria o Gran Luxo. Intitulado
como o carro de maior status da linha, normalmente vinha equipado
com motor 6 cilindros de 4.100cc, 184 cv de potência
e 4000rpm, carburador de duplo corpo, transmissão manual
de quatro marchas (ou automática) e direção
hidráulica.
A
GMB lançou um carro especial: O cupê 250S, um
carro com maior desempenho que satisfez os compradores de
modelos esportivos. Sua maior diferença era a preparação
efetuada no motor de 6 cilindros, que tinha a relação
de compressão aumentada para 8,0:1, comando de válvulas
trabalhado e carburação dupla. A potência
passou a ser de 153 cv, superior a antiga, desse modo o Opala
250S obtinha a aceleração de 0 a 100Km/h em
apenas 10s. |
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Surgi
o Opala em versão básica em duas ou quatro portas
de motor 4 cilindros, substituindo os modelos Especial e De
Luxo que saia do mercado. O modelo básico estava preparado
para aceitar transformações com diferentes opcionais:
motor de seis cilindros ou 250S; câmbio de três
ou quatro marchas, manual ou automático; e direção
hidráulica entre outras modificações.
Assim a partir de um modelo básico era possível
obter qualquer modelo da linha, desde o antigo Especial até
o modelo Comodoro.
Em
1975 os veículos foram equipados ainda com freio a
disco nas rodas dianteiras, duplo circuito hidráulico,
câmbio de três velocidades na coluna da direção
e barra estabilizadora traseira. A mecânica era encontrada
em quatro versões: Motor 151básico (4 cilindros,
2474 cc e 90cv); Motor 151 S (4 cilindros, 2474 cc e 98 cv);
250 (6 cilindros, 4098 cc e 148 cv) e 250 S (6 cilindros,
4098 cc e 153 cv).
Manteve-se
a produção da linha esportiva mais simples -
SS 4 cilindros com motor 151S e SS 6 cilindros com mecânica
opcional do 250S, lançado em 1976 para se eternizar
na mente dos apaixonados.
Em
1978, apesar de poucas mudanças na linha, a Caravan
também ganhou sua versão SS.
Em
1980 é lançado o Diplomata, top de linha, que
contava entre outros com direção servo-assistida
e condicionador de ar, como item de série. O Diplomata
conquista preferência executiva para aqueles que procuravam
total conforto sobre rodas.
No
ano de 1981, a linha sofre modificações interiores
- volante inovado e painel mais atual. Em seguida lança-se
a série Silver Star. No ano de 1983 o câmbio
de 5 marchas entra no mercado. |
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| As
modificações ganham maior impacto deixando o
Diplomata com aspecto mais agressivo - 1985. A estética
externa do Diplomata ganha largas molduras laterais e faróis
auxiliares de longo alcance. Internamente, instrumentos com
novo designer e a evolução elétrica para
controles dos vidros e retrovisores.
A
nova frente, com faróis trapezoidais e lanternas traseiras
por toda a largura do veículo é introduzido
nos modelos fabricados em 1988, por dentro o volante de três
raios escamoteável em sete posições e
opcionais inéditos com alarme sonoro para lanternas
e faróis quando ligados, controle temporizado dos faróis
e luz interna, vidros elétricos com temporizador e
ar condicionado com extensão para o banco traseiro
(Para o Diplomata SE estes itens eram de série).
O
potente motor 250S a gasolina, somente era oferecido sob encomenda
e foi substituído por um modelo alemão, câmbio
automático de quatro marchas e bloqueio do conversor
de torque. |
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Ao
lançamento do modelo 90 o motor de 4.1 litros, ganhava
suavidade em seu funcionamento, potência e menores emissões.
Os pistões ganhavam mais leveza e utilizavam bielas
mais compridas, as mesmas dos 4 cilindros, resultando em forças
laterais menores, agindo sobre os pistões. Foram modificados
o carburador, agora Brosol 3E, coletores de admissão
e em conjunto com a curva de avanço do distribuidor.
Assim, a potência alterava de 135 cv para 141cv nos
motores a álcool, e de 118cv para 121cv para os a gasolina.
Pára-choques
envolventes e janelas sem quebra-vento, chegaram com o modelo
91, as rodas receberam aro 15, pneus 195/65. Para a mecânica,
alterava-se os freios a disco nas quatro rodas e direção
hidráulica Servotroni, de controle eletrônico. |
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Caravan
Diplomata de 92, espaço, luxo e conforto, aliado
a potência e durabilidade do motor Chevrolet. |
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A
fabricação do fenômeno da industria automobilistica
é encerrada. O último Opala é fabricado,
no dia 16 de abril de 1992, saindo de linha a mais poderosa
produção de conforto, durabilidade e potência,
motivo evidente que deixa até hoje milhares de admiradores,
que mesmo após 13 anos o consideram "O Imbatível".
Texto:
Sérgio Luiz - Presidente do Opala Clube de São
José dos Campos |
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